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Trabalhadoras e trabalhadores de mais de 170 cidades de todas as regiões do país já confirmaram que, após as paralisações dos locais de trabalho, também vão fazer atos contra a reforma da Previdência, os cortes na educação e por empregos. O Sindisindi/RS estará presente em inúmeras dessas atividades, dando apoio aos sindicatos e se manifestando contra a reforma da Previdência. 

Desde as primeiras horas desta sexta-feira (14) até o início da noite ocorrerão paralisações e atos nas praças públicas, grandes centros urbanos, nas periferias, em frente aos sindicatos, INSS e terminais de ônibus, entre outros lugares.

Organizada pela CUT, demais centrais sindicais – CTB, Força Sindical, CGTB, CSB, UGT, Nova Central, CSP- Conlutas e Intersindical – e apoiada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, a greve geral ganhou a adesão das mais diversas categorias de trabalhadores, dos movimentos sociais e atos estão previstos nos 26 estados da federação.

Entre as categorias que confirmaram que cruzarão os braços estão: professores, metalúrgicos, bancários, trabalhadores da Educação, da saúde, de água e esgoto, dos Correios, da Justiça Federal, químicos, rurais, portuários, agricultores familiares, motoristas, cobradores, metroviários, ferroviários, caminhoneiros, eletricitários, urbanitários, vigilantes, servidores públicos federais, estaduais e municipais, petroleiros, enfermeiros e previdenciários

Confira os locais e horários das mobilizações em todo país: 

Acre | Alagoas | Amapá | Amazonas | Bahia | Brasília | Ceará | Espírito SantoGoiás | Mato Grosso | Mato Grosso do Sul | Minas Gerais | Pará | Paraíba | Pernambuco | Piauí | Rio de Janeiro | Rio Grande do Norte | Rio Grande do Sul | Rondônia | Roraima | Santa Catarina | São Paulo | Sergipe | Tocantins 

Rio Grande do Sul 

ALEGRETE

9h30 – Concentração na Praça Nova, seguida de caminhada até o Centro.

CAXIAS DO SUL

16h30 – Ato público na Praça Dante.

CRUZ ALTA

9h30 – Concentração na Praça da Matriz.

ERECHIM

14h – Concentração na Praça dos Bombeiros, seguida de caminhada até a frente do INSS.

FARROUPILHA

10h – Concentração na Praça Central.

FREDERICO WESTPHALEN

14h – Concentração na Praça da Matriz.

IJUÍ

9h – Concentração praça da República

LAJEADO

8h30 – Ato na Avenida Piraí, no bairro São Cristóvão, seguido de caminhada até o centro.

OSÓRIO

8h – Concentração no Instituto Federal, seguida de caminhada até o Largo dos Estudantes, onde durante todo o dia haverá atos e manifestações.

PELOTAS

14h – Concentração no Mercado Público, seguida de atos e manifestações.

PORTO ALEGRE

18h – Ato na Esquina Democrática, com concentração a partir das 17h.

RIO GRANDE

17h – Ato no Largo Dr. Pio.

SANTA CRUZ DO SUL

8h – Concentração da Praça Getúlio Vagas.

SANTA ROSA

8h30 – Ato na Praça da Independência.

17h – Aula Pública na Praça da Bandeira, seguida de marcha Luminosa.

SANTO ÂNGELO

9h30 – Concentração da Praça da Catedral;

11h – Caminhada até a agência do INSS;

15h – Mateada da Cidadania junto à Catedral, com apresentações culturais;

19h30 – Aula Pública na URI

TRÊS DE MAIO

9h30 – Concentração na Praça da matriz, seguida de caminhada e ato público da Praça da Bandeira

O Sindisindi/RS publicou hoje (10/6) edital no jornal Correio do Povo para informar que o período para registro de chapas que irão concorrer a nova gestão do sindicato. As eleições acontecem dia 23 de julho e o registro de chapas pode ser feito de 11 a 25 de junho de 2019. A íntegra das informações está no edital, reproduzido em imagem e abaixo, e também na sede do sindicato.

Eleições sindicais - resumo do edital

Pelo presente edital, o Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais e Órgãos de Classe no Estado do RS, situado na rua Volutnários da Pátria, 595, conjuntos 1604 e 1605 - Porto Alegre RS, faz saber a todos os associados (as) em gozo de seus direitos sociais que no dia 23 de julho de 2019, no horário das 9h às 17 horas, na sede desta entidade e por intermédio de urnas itinerantes que percorrerão os principais locais de trabalho, ocorrerão as eleições para renovação da Diretoria, Conselho Fiscal e Delegados Representantes, efetivos e suplentes deste sindicato. O registro das chapas poderá ser feito na secretaria da entidade, no horário das 9h às 12 horas e das 13h às 17 horas, no período de 11/6/2019 à 25/6/2019 (somente em dias úteis). O edital de convocação da eleição encontra-se afixado na sede deste sindicato, nos principais locais de trabalho da categoria e no site www.sindisindirs.org.br. Os associados do interior do Estado votarão por correspondência, conforme instruções a serem expedidas pela Comissão Eleitoral.


Porto Alegre, 10 de junho de 2019
José Baptista Rocha
Presidente do Sindisindi/RS

O transporte público da região metropolitana de Porto Alegre também deve parar em 14 de junho, dia da Greve Geral convocada pelas centrais sindicais. A greve é contra o projeto de reforma da Previdência do governo que está tramitando na Câmara dos Deputados, e amplifica a mobilização contra os cortes de recursos das universidades públicas, o desemprego crescente e a estagnação da economia. Estão previstos atos públicos e concentrações de início e encerramento da greve em todas as capitais e principais cidades do interior em todo o país. O Sindisindi/RS, recomenda ponto facultativo a todos os trabalhadores que não sejam necessários para a organização da greve. Ainda indica participação nos atos que acontecem no país.

Em 16 de maio, dirigentes da CUT, CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas e CSB apresentaram relatos sobre as categorias de trabalhadores que já realizaram assembleias e deliberaram pela participação na greve. “O setor de transporte público deve paralisar, a começar pelos metroviários. O Sindimetrô já fez assembleia e decidiu: não vai ter metrô no dia 14 de junho. As outras categorias, como os rodoviários, estão debatendo com as centrais. Nós vamos atingir o objetivo de que não terá transporte. Para tudo”, relatou Claudir Nespolo, presidente da CUT/RS. Na plenária, houve pronunciamentos de representações de motoristas e cobradores de ônibus, metalúrgicos, sapateiros, professores, entre outras categorias que já decidiram em assembleias pela participação na greve. Os professores do ensino privado, representados pelo Sinpro/RS, fizeram assembleia no dia 18 de maio e votaram a favor da mobilização. Em assembleia realizada no dia 24, os petroleiros aprovaram por unanimidade a participação da categoria em todo o país. Em São Paulo, na terça-feira, os motoristas de ônibus do ABC e da Baixada Santista decidiram acompanhar metroviários e motoristas de coletivos da capital, que já haviam deliberado pela paralisação. Juntas, essas categorias transportam mais de 10 milhões de passageiros por dia.

A greve geral acontece depois da paralisação da educação, em 15 e 30 de maio, que mobilizaram milhares no país.

 

Dez motivos para participar da greve geral

 

1. Reforma da Previdência é o fim do direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras:
A reforma da Previdência de Bolsonaro (PSL) acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 20 anos e muda o cálculo do valor do benefício para reduzir o valor pago pelo INSS – trabalhadores vão receber apenas 60% do valor do benefício. Para ter acesso à aposentadoria integral, o trabalhador e a trabalhadora terão de contribuir por pelo menos 40 anos.

Compare com as regras atuais

Pelo modelo atual, os trabalhadores podem se aposentar após 35 anos de pagamento ao INSS e as trabalhadoras após 30 anos de contribuição, sem a exigência de idade mínima. Nesse caso, para ter acesso ao valor integral do benefício, as mulheres precisam que a soma da idade mais o tempo de contribuição seja igual a 86 (56 anos + 30 contribuição = 86 – aposentadoria integral). Já os homens precisam que a soma final totalize 96 (61 anos + 35 contribuição = 96 – aposentadoria integral).

No caso dos trabalhadores que não conseguem se aposentar por tempo de contribuição, a aposentadoria é por idade: 65 anos para os homens e 60 para as mulheres, com no mínimo 15 anos de contribuição.

2. Quem já está aposentado também vai ter prejuízo
A reforma exclui da Constituição Federal a regra que determina a reposição da inflação para os benefícios acima do salário mínimo pagos a aposentados e pensionistas da iniciativa privada e do setor público. E mais: desvincula os valores dos benefícios do salário mínimo.

Isso significa que os reajustes do salário mínimo não serão mais usados como base de cálculo para corrigir as aposentadorias e pensões. Essas mudanças podem rebaixar drasticamente os valores dos benefícios, inclusive de quem se aposentou antes de a reforma ser aprovada.

3. Reforma ataca até viúvas e órfãos
No caso de morte, o cônjuge ou filho que tem direito a pensão receberá apenas 50% do valor do benefício a que o trabalhador ou trabalhadora tinha direito, mais 10% por cada dependente. Como a viúva ou o viúvo contam como dependentes, a pensão começa com 60% do valor do benefício.

Os filhos menores de idade têm direito a 10% cada. Quando um filho atingir a maioridade ou falecer, sua cota não será reversível aos demais dependentes.

Em 2017, mais de 7 milhões e 780 mil (22,7%) do total de benefícios pagos foram por pensão por morte. O valor médio mensal foi de apenas R$ 1.294,05, segundo o Anuário da Previdência Social.

Mais um ataque às viúvas e viúvos

A reforma de Bolsonaro quer restringir a possibilidade das viúvas ou viúvos acumularem os, em geral, parcos benefícios. Pela regra proposta, se uma pessoa for acumular aposentadoria com pensão poderá escolher o benefício de valor mais alto e o outro vai ser repassado com desconto, de acordo com reduções por faixas escalonadas de salário mínimo.

Por exemplo, quem tiver um segundo benefício no valor de até um salário mínimo (R$ 998,00), poderá ficar com 80% do benefício (R$ 798,40).

Confira detalhes sobre as mudanças que Bolsonaro quer fazer nas pensões.

4. Reforma ataca também doentes e acidentados (incapacidade temporária)
Trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada e servidores públicos que se acidentarem ou sofrerem de doenças s em relação com o ambiente do trabalho, impedidos de trabalhar por um longo período – vão receber apenas 60% do valor do auxílio-doença, se tiverem contribuído no mínimo durante 20 anos para o INSS. Se ele tiverem contribuído por mais de 20 anos, terá direito a 2% a mais no valor do benefício por cada ano de contribuição.

Pela proposta, um trabalhador acidentado, ou doente, pode receber menos do que o valor do salário mínimo (R$ 998,00).

5. Reforma praticamente acaba com aposentadoria por invalidez (incapacidade permanente)

A PEC propõe que os trabalhadores acidentados ou que tenham doenças contraídas sem relação com o ambiente de trabalho – exemplos: teve um câncer que o impede de trabalhar para sempre ou sofreu um acidente de carro no fim de semana e ficou paraplégico – terão de contribuir por, no mínimo, 20 anos para receber apenas 60% do valor da aposentadoria. Se ele tiver contribuído por mais de 20 anos, terá direito a 2% a mais no valor do benefício por cada ano de contribuição.

Atualmente, para ter direito ao benefício integral, basta o trabalhador ter contribuído durante 12 meses, o chamado período de “carência”.

6. Capitalização da Previdência
O governo quer criar a capitalização da Previdência, mas ainda não disse como serão as regras. Só vão apresentar a proposta, por meio de uma lei complementar, depois da aprovação da PEC 06/2019.

O que se sabe sobre a capitalização é que o sistema funciona como uma poupança pessoal do trabalhador, não tem contribuição patronal nem recursos dos impostos da União para garantir o pagamento dos benefícios.

O trabalhador deposita todos os meses um percentual do seu salário nessa conta individual para conseguir se aposentar no futuro. Essa conta é administrada por bancos, que cobram tarifas de administração e ainda podem utilizar parte do dinheiro para especular no mercado financeiro.

 

7. Reforma quer acabar com pagamento da multa de 40% do FGTS
A reforma da Previdência de Bolsonaro não se limita a Previdência, mexe também com a legislação Trabalhista ao propor o fim do pagamento da multa de 40% do saldo do FGTS quando o trabalhador se aposentar e continuar na mesma empresa. Esse item também isenta o empresário de continuar contribuindo com o FGTS.

8. Governo quer excluir do acesso ao PIS PASEP 18 milhões de trabalhadores
Outra proposta da reforma que não tem a ver com aposentadoria nem pagamento de benefícios é a sugestão de pagar o abono salarial do PIS/PASEP apenas para os trabalhadores e trabalhadoras formais que ganham até um salário mínimo (R$ 998,00).

Se a PEC for aprovada pelo Congresso Nacional, dos 21,3 milhões (52%) trabalhadores e trabalhadoras formais que hoje recebem o abono, 18 milhões deixarão de receber.

9. Cadê a política para gerar emprego e renda do governo?
No primeiro trimestre deste ano, faltou trabalho para 28,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, segundo a Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego do período foi de 12,7% e atinge 13,4 milhões de trabalhadores e trabalhadores.

Mas, até agora, o governo Bolsonaro não apresentou sequer uma proposta que, de fato, contribua para aquecer a economia e gere emprego e renda.

10. Os cortes na educação prejudicam do ensino básico a pós-graduação
Com os cortes anunciados na educação básica vão faltar recursos para a compra de móveis, equipamentos, para a capacitação de servidores e professores e até para pagamento de contas de água e luz.

Os cortes também inviabilizam investimentos no programa de Educação Jovens e Adultos (EJA) e também o ensino em período integral.

Além disso, afeta profundamente a educação, saúde, produção científica e tecnológica. As universidades públicas são responsáveis por mais de 90% da pesquisa e inovação no país e prestam serviços à população por meio de projetos de extensão e hospitais universitários.